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Exposições “Ar da Guarda” na Galeria do Paço da Cultura

Segunda-feira, dia 17 de Novembro, a Galeria do Paço da Cultura recebe a exposição “Ar da Guarda”, uma colectiva de pinturas e esculturas feitas a partir de um desafio da Câmara Municipal da Guarda aos artistas plásticos da região, com o objectivo de representar o ar da Guarda.
http://nac-guarda.blogspot.com/


"Papeis ao Ar na audição de um Ar puro. Kim prisu 2008"

O ar puro é a nossa maior riqueza. Ninguém o duvide. Mais a Serra, a Sé, o Centro Histórico, o frio... Mas, sem dúvida o ar é nossa maior riqueza... poética.
Assim, tudo o que se fizer para celebrar o ar da Guarda é... pouco. Deveria ser uma prioridade turística, cultural, económica.
Saúda-se, pois, a realização de uma exposiação acerca do ar da Guarda, "visto" por artistas da Guarda. Pessoalmente estou muito curioso acerca da forma como trataram um tema tão difícil. José Vieira, António Godinho, Evelina Coelho, Teresa Oliveira, Rui Miragaia, João Currais, Kim Prisu e Maria Lino são alguns dos artistas que aceitaram o desafio da autarquia e desenharam, pintaram, esculpiram ou escreveram o “Ar da Guarda”. A exposição abre na segunda feira, no Paço da Cultura.
Texto de Américo Rodrigues postado no blog:
http://cafe-mondego.blogspot.com/

1 commentaire:

Joaquim António Gonçalves Borregana a dit…

Tela branca, entra em meu mirar imaculado de branco neve um dia de improviso
O ar é o branco com que pinto, agua, cola, papei traçados em risco volátil
Abrigar o ar que eu fôlego
Numa vitrina assoalhada da última propaganda de imagem
A cabra em rochedo de palavras
Translúcido como o luar em plano de frialdade
Desaferrolha o ar dos bofes, da faringe
No ar, ingiro seu bálsamo de uma certa clássica-cidade
De afastado vem o ar puro a minha escuta
Afinco um ar de delicadeza, um Anjo passa, avassala minha tela Riscada.
Flutuar, só contemplar o ar em discos patenteados no fundo de uma cabeça
Parecer, em seus Brancos, Ar Livro, em vento repleto de papei ao Ar
Constante existência no chifre do ar
O nosso ar, por entrementes
O ar passa, não sentimento
A harmonia verbaliza o que eu não farfalhei
Prometido fortuito, todavia puro.
Espero.

Setembro, Outubro 2008Kim Prisu